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Elegância e sofisticação no living criado pela arquiteta Regina Amaral | Imagem: Jomar Bragança

Elegância e sofisticação no living criado pela arquiteta Regina Amaral | Imagem: Jomar Bragança

Um lugar para a poesia

Ambiente criado pela designer Regina Amaral reforça o essencial da vida: reunir os amigos e a família em um lugar repleto de boas lembranças

Quando entramos no ambiente assinado pela designer Regina Amaral para a Casa Cor Goiás 2017, a sensação foi a de chegar em casa. As velhas enciclopédias nas estantes, objetos colecionados ao longo da vida e o vinil no toca-discos nos embala e nos leva para aquela sala gostosa, onde a família e os amigos se encontravam para celebrar a vida em conversas, que não tinham hora para terminar. Foi o resgate desse essencial que inspirou a designer a criar o espaço E por falar em saudade. “Quero reviver esses momentos e renovar essa tradição. Quero aqui, não deixar que se perca a poesia da vida, nem melodia da alma”, explica Regina Amaral.


A grande estante guarda relíquias afetivas do morador, um escritor colecionador de discos | Imagem: Jomar Bragança​

O ambiente, de 44,56 metros quadrados, exalta os livros em papel e promove retorno do vinil.  A atmosfera é clara, leve, com linguagem moderna, mas com pitadas da estética retrô. Foi utilizada uma grande estante para abraçar e expor a extensa e diversificada coleção de objetos, com um pequeno balcão para receber cafeteira, toca-discos e algumas relíquias pessoais do morador – um escritor que coleciona discos.

O ambiente tem bossa e humor, mas também a sofisticação de peças feitas em murano italiano. Na grande sala de estar uma releitura da capa do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ganha destaque e confere um ar descolado ao ambiente. As sensações? Sim, estas estão por todos os cantinhos: a bossa tocando e o cheiro de brisa marinha. É para se fechar os olhos e viajar a uma época e um lugar que agora ficou só na saudade.



Designer de Interiores Regina Amaral: "que a vida não perca a poesia" | Imagem: Rimene Amaral

No piso, a designer usou porcelanato com aspecto de cimento queimado. Na parede, a opção foram blocos de cimento, que conversam com o conceito do ambiente em branco e concreto. A iluminação foi pensada de forma pontual, para trazer aconchego, sendo utilizadas lâmpadas de led para economia de energia e melhor conforto térmico.

Regina também escolheu abajures para obter uma iluminação mais cálida. Ah, e toda madeira utilizada, em todos os móveis, é de reflorestamento. “Acho importante começarmos a pensar com consciência ambiental. Além disso, este tipo de madeira dá um charme especial aos móveis”, pontua.

Regina Amaral sempre primou pelos ambientes essenciais e emotivos, mistura os tempos e resgata memórias, brinca com a modernidade e a rusticidade de maneira sóbria e, às vezes, divertida. Em sua 17º participação na mostra, Regina, que comanda um escritório de arquitetura e design que leva seu nome, se permitiu viajar entre o clássico e o moderno, criando um espaço que equilibra sofisticação e aconchego na medida certa para acolher e dar conforto às pessoas. “Pensar o ambiente para quem usa. Isso é essencial”, finaliza a designer que faz questão de descrever o próprio ambiente com poesia feita de memória.

*com colaboração de Rimene Amaral

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