Secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, durante apresentação do Hugol à imprensa | Imagens: BANCO DE IMAGENS THE BOOK

Secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, durante apresentação do Hugol à imprensa | Imagens: BANCO DE IMAGENS THE BOOK


Maior hospital de urgências do Centro-Oeste abre amanhã

Governo do Estado apresenta à imprensa o novo Hugol, construído na região Noroeste de Goiânia

O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage, Hugol, erguido no Setor Santos Dumond, na região Noroeste de Goiânia, começa a funcionar nesta segunda-feira, 6, sob uma égide rara na iniciativa pública, segundo dados do próprio governo: foi construído em tempo recorde, 25 meses; custou R$ 2.400 o metro quadrado, menor que a média para obras de grande porte que é de R$ 2.500,00/m2, seu projeto atendeu aos padrões internacionais dos organismos de saúde e empregou técnicas de construção racional - como aquecimento solar, central de resíduos e rede própria de saneamento.


Fachada do novo Hospital de Urgências | BI/THEBOOK

Maior hospital público de urgências das regiões Centro-Oeste e Norte do País, com 71.165 mil metros quadrados, o Hugol, inicialmente chamado de Hugo 2, foi apresentado oficialmente à imprensa na manhã de sexta-feira, 3, pelo secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela e pelo presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincon. O secretário municipal da Saúde, Fernando Machado, também esteve presente.


Secretário municipal da Saúde, Fernando Machado, em entrevista | BI/THEBOOK

A apresentação da nova unidade de saúde aos jornalistas seria feita pelo próprio governador Marconi Perillo, mas, de última hora, não compareceu em virtude de "cruzamento de agenda" que o impossibilitou estar presente, informou Vilela, ao abrir a apresentação no auditório do hospital. "Era a visita mais esperada pelo governador", desculpou-se o secretário.


O Hugol consumiu R$ 95 milhões em equipamentos, insumos e mobiliário | BI/THEBOOK

O secretário da Saúde anunciou que o Hugol será aberto ao público nesta segunda-feira, logo após a cerimônia de inauguração em que estará presente o Ministro da Saúde, Arthur Chioro. "Após a cerimônia, que será simples e rápida, o hospital será entregue à população", disse Vilela.

Durante a visitação, era possível observar várias equipes de funcionários contratados recentemente (dois mil para esta primeira etapa de funcionamento) sendo treinadas. O hospital começa a atender parcialmente, com um terço de sua capacidade, e deve aumentar nos próximos meses, à medida que aumentar a demanda.



Área de convivência do Hugol BI/THEBOOK

Unidade de saúde de alta e média complexidade em urgência e emergência, o Hugol consumiu R$ 168.255.381,42 milhões do Tesouro Estadual. Também foram gastos R$ 95.348.409,02 milhões em equipamentos, insumos e mobiliário, e terá custeio mensal de R$ 15 milhões, já repassados do contrato de gestão de R$ 32,8 milhões para a implantação do Hugol. "Esta obra tem o diferencial do tempo versus qualidade, e será entregue 100% equipada. Não está faltando um bisturi", salientou Leonardo Vilela.



LavandeiraBI/THEBOOK 

Os equipamentos são de alta tecnologia, grande parte importada e inexistente na rede hospitalar goiana, como as camas elétricas. Com 510 leitos, sendo 86 de UTI, 58 boxes de emergência e 21 salas cirúrgicas, o Hugol abriga a única Unidade de Queimaduras do SUS em Goiás, atendimento de urgência em Cardiologia, traumatologia pediátrica, banco de sangue próprio (com capacidade para três mil transfusões ao mês) e clínica médica e cirúrgica com 16 especialidades. O acesso à todas as alas do hospital será realizado por sistema biométrico, com controle e fiscalização de entrada e saída.

Elaborado por técnicos da Agetop, o projeto do Hugol valoriza a construção racional, com o emprego de tecnologias e técnicas que barateiam o custo de manutenção, bem como agilizam os procedimentos hospitalares, como a Central de Resísuos com triturador de lixo e autoclave, que estereliza e reduz para descarte em lixo comum.

Com nove grupos de geradores e aquecimento solar, o Hugol conta também com uma lage técnica que concentra os controles-mestres de todo o hospital, que permite realizar serviços de conservação com o mínimo de transtornos na rotina da unidade.  "É uma construção feita para durar, com materiais nobres e com suporte de energia elétrica, geradores e central de resíduos", enumera Jayme Rincon.


Auxiliares do governador Marconi Perillo na capela ecumênica | BI/THEBOOK

O Hugol vai prestar atendimento completo em diagnóstico e cirurgias. Como parte da Rede Hugo, terá acesso regulado, com leitos gerenciados pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), via Central de Regulação de Goiânia, que promoverá a avaliação dos casos e encaminhará pacientes, conforme o perfil de atendimento do Hugol, no sistema de classificação de risco.

Segundo definições entre a SES, SMS Goiânia e Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir), Organização Social que administrará a unidade, o encaminhamento será pelo Samu, Siati e Central de Regulação. Foram definidas para referenciamento as unidades básicas Cais Guanabara 2, Goiás, Campinas, Vila Nova, Curitiba, Cândida de Morais e Finsocial.

Já os pacientes que após classificação no Hugol necessitarem de contrarreferências serão direcionados para os Cais Amensoeiras, Ciams Jardim América e Cais Guanabara ou para outros hospitais da rede estadual.

O HUGOL EM NÚMEROS

510 leitos
58 boxes de emergência
360 enfermarias
13 leitos Centro de Queimados
79 UTIs
21 salas cirúrgicas
21 consultórios de retorno
3 mil profissionais
497 médicos
71.165 mil m2 de área construída
137 mil m2 de área
1 mil vagas de estacionamento

Hugol  - KM 05 da GO-070, saída para Inhumas – Setor Santos Dumont, Goiânia/GO

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