Área vizinha ao Paço Municipal vai virar parque. Prefeito Paulo Garcia quer ajuda da população | Imagens: Divulgação

Área vizinha ao Paço Municipal vai virar parque. Prefeito Paulo Garcia quer ajuda da população | Imagens: Divulgação

Prefeitura convida goianiense para criar Parque do Cerrado

Projeto será desenhado com ajuda da população. Workshop marcado para terça-feira, 24, dará início ao processo que acontecerá em Goiânia pela primeira vez

A Prefeitura de Goiânia está tentando fazer algo inédito na cidade: construir um parque com a ajuda da sociedade civil. O primeiro encontro público está marcado para a próxima terça-feira, 24, às 18h, no Paço Municipal, quando será apresentado o Worshop do Parque do Cerrado, com a pauta do projeto do maior espaço verde da capital, no bairro Park Lozandes, coincidentemente, vizinho à sede da administração municipal. Então, se você é um dos que têm satisfação de dar pitaco na administração do prefeito Paulo Garcia, esta é a hora de participar de forma mais proativa. 


Arquiteto Guilherme Takeda, que apresetará a ideia pioneira em Goiânia

Na reunião, o arquiteto e paisigista Guilherme Takeda, de Porto Alegre, apresentará a ideia pioneira em Goiânia que ele já desenvolveu em dez cidades brasileiras. Órgãos públicos, entidades representativas e toda a sociedade civil estão sendo convidadas a contribuir com ideias e desenhos, para a constituição da planta, que o profissional desenvolverá juntamente à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Mais de 100 representantes de associações de bairro, dirigentes de organizações e entidades ligadas a urbanismo e meio ambiente estão sendo esperadas.

A metologia colaborativa é conhecida como Projeto Charrette (leia mais sobre Projeto Charrete aqui). O Parque do Cerrado tem área total é de 706 mil metros quadrados, o que equivale a cinco vezes a área do Parque Flamboyant.

Uma parceria da Prefeitura de Goiânia, através da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Fórum Goiano de Habitação (integrado pelas instituições do setor imobiliário Ademi, Secovi e Sinduscon), Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Euroamérica Incorporações foi estabelecida para começar a tirar o Parque do Cerrado do papel e, juntos, formam a comissão organizadora do Workshop Parque do Cerrado.


Convite da comissão organizadora à sociedade civil

A iniciativa da parceria partiu da Euroamérica Incorporações, que irá custear o projeto básico do parque e será parceira da prefeitura na implantação de parte da obra. Para o presidente da empresa, Juan Zamora, esta será uma oportunidade de ter um parque como a comunidade sempre desejou. “A ideia não vai sair da mente de uma só pessoa, mas de um conjunto de anseios da população”, diz.

A empresa envolveu-se com a iniciativa por estar desenvolvendo nas imediações do Parque do Cerrado o Europark Residencial -  complexo residencial com cinco condomínios e com um parque privativo só para o moradores. “Temos um projeto de longo prazo para a empresa em Goiânia e, por isso, acreditamos que o nosso papel é contribuir com o desenvolvimento da cidade”, considerou Zamora.  

Takeda explica que a ideia foi inspirada em métodos similares criados no exterior, batizada nos Estados Unidos de Projeto Charrette.  “Esta é uma construção coletiva de um projeto. O parque é para a comunidade, então, nada mais justo que ela participe de sua formatação. Iremos reunir as melhores ideias e transcrevê-las de forma técnica em um projeto de arquitetura e urbanismo”, afirma.

Como pasta pública que administra os parques, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) irá coordenar o processo junto com Guilherme Takeda. Segundo o arquiteto da agência responsável que também integra a comissão organizadora do workshop, Giovanni Borges, a ideia é desenvolver um masterplan (projeto geral) com toda definição do parque, sendo que uma parte da área já será detalhada, orçada e executada.  “Por hora, sabemos que esta primeira parte terá uma área próxima a do Parque Vaca Brava”, informa.

Para Borges, a iniciativa é algo inédito e positivo para a Prefeitura de Goiânia, assim como para a população. “Temos uma boa expectativa em relação à participação popular, já que opinar em equipamento de uso urbano é uma atitude cidadã.  A iniciativa contempla também o nosso ideal democrático”, diz Giovanni.

O processo incluirá outros dois encontros de trabalhos práticos em março e um encontro final de apresentação do projeto colaborativo concluído. “Ainda, faz parte do plano inserir a criação da logo do parque nesse processo de produção coletiva durante a oficina. A intenção é valorizar a participação popular, nossa cultura e ressaltar o bioma Cerrado”, sublinha o arquiteto Guilherme Takeda. (com release para imprensa)

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