O prefeito de Palmas (TO), o colombiano Carlos Amastha (PP), publicitário Marcus Vinícius Queiroz e o ex-prefeito Nion Albernaz | Imagens: Divulgação

O prefeito de Palmas (TO), o colombiano Carlos Amastha (PP), publicitário Marcus Vinícius Queiroz e o ex-prefeito Nion Albernaz | Imagens: Divulgação

Fórum debate o futuro de Goiânia

Personalidades públicas, profissionais liberais e convidados se reúnem no primeiro fórum que pretende traçar uma nova consciência urbana para a capital goiana

As flores dominaram os debates. Mas também, saúde, educação, segurança, mobilidade e, sobretudo, mais interação com a cidade, mais participação social, qualidade de vida e autoestima para os goianienses. Com o intuito de discutir o tema A cidade que queremos em 2020, foi realizado, nessa quarta-feira, 28, o 1º Fórum Goiânia 2020.

O evento, iniciativa do publicitário e idealista Marcus Vinícius Queiroz por meio do Akhenaton Institute, lotou uma das salas do Cine Lumiére no Shopping Bougainville de seletos convidados.

O objetivo do fórum foi fomentar o debate da sociedade com o poder público, de forma despolitizada, para resgatar o habitante de Capital como centro de suas preocupações. “A gente assiste em Goiânia, nos últimos anos, a uma depredação, uma falta de debate público e à deterioração da cidade em todos os aspectos”, disse Marcus Vinícius. Para ele, falta gerenciamento, o que fez com que o cidadão perdesse seu espaço de convivência na própria cidade.

Publicitário Marcus Vinícius Queiroz , discursa no fórum idealizado por ele

O publicitário buscou inspiração na Colômbia, onde morou por quase uma década, e nas transformações de Bogotá e Medellín, que assumiram uma nova consciência urbana, com a integração dos transportes e a transformação social. Sua ideia é promover dez fóruns até novembro e convergir o máximo de pessoas possíveis para o debate pacífico.

Começou bem. O 1º Fórum Goiânia 2020 foi aberto pelo ex-prefeito e professor Nion Albernaz, que falou de como conseguiu resgatar o orgulho de ser goianiense plantando flores nos canteiros da cidade. Inicialmente, pela falta de cultura do cuidado pelo bem público, “não sobrava uma florzinha para contar a história para outra”. Mas quando as sobreviventes começaram a florir, encantaram moradores e conquistaram defensores. Os canteiros cresceram e, com eles, a vaidade do cidadão de Goiânia. O colorido das flores resgatou a autoestima dos moradores e iniciou uma mudança de cultura, de cuidado com o bem público.

Para Nion, é essencial envolver a população. Se voltasse a governar hoje, o ex-prefeito afirma que iria transformar Goiânia em um centro turístico de negócios e incentivar a população a receber e a respeitar o turista. No entanto, voltar ao poder está fora de seus planos. “Já estou com o prazo de validade vencido”, arrematou, com bom-humor.

O prefeito de Palmas (TO), o colombiano Carlos Amastha (PP), também falou de flores em seu discurso no fórum. Amastha, reproduziu na capital tocantinense o projeto da cidade jardim de Albernaz como forma de embelzar e valorizar as vias públicas. Seu diferencial, porém, foi iniciá-lo pelos canteiros da periferia.

O empresário, que conseguiu uma vitória surpreendente na capital do Tocantins, ostenta hoje uma invejável pontuação de 95% de aprovação da população, ao arquitetar uma cidade “justa e inclusiva”. Amastha apostou em planejamento e garantiu orçamento do Governo Federal para implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), sonho antigo de Goiânia.

Também palestraram no fórum o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Anselmo Pereira, que falou da urgente necessidade de revisão do Plano Diretor, do Código de Posturas e do Código Tributário de Goiânia, além da elaboração dos planos de aproveitamento de resíduos sólidos e de drenagem.

O Delegado Waldir Soares (PSDB), deputado federal mais bem votado na última eleição, reiterou a necessidade de investimentos em segurança e defendeu a implementação de multas como instrumento de educação da população.

Já o secretário de Finanças de Goiânia, Jeovalter Corrêa, falou dos desafios de se pensar a cidade do ponto de vista coletivo. Para ele, a reforma administrativa é fundamental, assim como o aumento da arrecadação.

O estudante, blogueiro e escritor Hector Ângelo, 12 anos, representou, entre os palestrantes, a juventude que aspira por uma cidade que fervilha cultura e diversidade. A Goiânia que ele sonha tem bailarinas e contadores de histórias nas calçadas e é a capital brasileira da cultura em 2020.

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