Sáida Cunha, Alexandre Leite, Pedro Borela, Jesus Cheregatti, Ricardo Teixeira e Santana Rosa, no lançamento do livro sobre Sáida e do novo projeto da FR Incorporadora | Imagens: Cristiano Borges

Sáida Cunha, Alexandre Leite, Pedro Borela, Jesus Cheregatti, Ricardo Teixeira e Santana Rosa, no lançamento do livro sobre Sáida e do novo projeto da FR Incorporadora | Imagens: Cristiano Borges


Arte em concreto

Lançamento da FR Incorporadora, no Setor Oeste, preserva história cultural da cidade e resgata a trajetória da artista plástica Sáida Cunha

Um almoço para imprensa e convidados, nesta quarta-feira, 2, marcou o lançamento do livro Ária das Artes, o Encantamento de Sáida e seu Magnífico Acervo de Histórias (Editora Kelps; 115 páginas), de autoria do jornalista PX Silveira. A obra faz parte de um projeto cultural da FR Incorporadora com o intuito de preservar as histórias que fazem parte da alma das cidades. 

A empresa entende que, com o crescimento das cidades, casas dão lugar aos prédios e a tendência é que o espaço seja povoado com novas histórias, e novos moradores. Neste movimento inevitável, o risco é de que as memórias do passado sejam esquecidas, apesar de sua importância. A artista plástica Sáida Cunha é a antiga moradora do terreno, onde será erguido o Residencial Ária das Artes, o próximo lançamento da incorporadora.

Sáida Cunha, que juntamente com PX Silveira autografou o livro aos convidados, foi uma das primeiras moradoras da Rua 7 e viveu no local por 43 anos. Professora por muitos anos da Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, mantinha em sua residência um atelier que foi palco de constantes encontros fraternais dos mais expressivos artistas da época. Ao longo do tempo, Sáida acumulou centenas de obras assinadas por seu grupo de amigos, algumas pintadas em sua própria residência.

A obra de PX Silveira resgata as memórias dos encontros artísticos que aconteciam em sua residência, o pensamento da época além das imagens de trabalhos memoráveis, como os desenhos de Frei Nazareno Confaloni, telas de Siron Franco, de Amaury Menezes, DJ Oliveira,  entre outros que frequentavam sua casa. “O projeto da FR se preocupa em manter viva não só a minha história como de certa forma a história da cidade. Sempre acreditei que Goiânia tem uma arte própria e a paisagem urbana é um relato importante de tudo isso”, afirma Sáida.

O novo residencial trará ainda mais uma contribuição de Sáida Cunha, na tentativa de eternizar no novo prédio a sua essência. A artista plástica dispôs de um módulo, de autoria do arquiteto Ricardo Braudes, então um de seus alunos na disciplina Análise Biônica, que será instalado na fachada do prédio. O painel modular feito de chapa de aço carbono foi executado para a nova casa da artista. “Este módulo é um diferencial, um detalhe que engrandece o projeto”, disse o arquiteto Alexandre Leite.

Além do livro, uma série de ações culturais estão sendo desenvolvidas para ressaltar este entrelaçamento entre arte e engenharia. A começar pelo tapume e o estande. Ao invés de fazer um fechamento convencional da obra, a FR Incorporadora convidou o artista Santana Rosa, para dar um tom artístico a ela. 

Santana empregou sua identidade pessoal com elementos da fauna brasileira em uma pintura contemporânea, que brinca com as cores e formas geométricas. A pintura se estendeu ainda aos paredões do estande, que se transformaram “telas gigantes” com aproximadamente 120 metros quadrados no total, as maiores de toda sua história performática.

O estande foi projetado arquiteto Jesus Cheregatti, o mesmo que assina a revitalização da Avenida Goiás. A obra saiu do óbvio e trouxe um tom de criatividade, com ênfase nas cores e formas. No local serão oferecidas oficinas de pintura ao vivo com os artistas Amaury Menezes e Tai Hsuan Na, dois grandes companheiros de Sáida em sua jornada artística.

Para o diretor da FR Incorporadora, Pedro Borela, a paisagem urbana é um importante relato da história e esta aproximação entre cultura e setor imobiliário acontece porque existe afinidade entre os dois segmentos.  “Além de eternizar o nome da artista goiana, queríamos, por meio de nossa atividade, de alguma forma valorizar nossa cultura, que é um patrimônio de todos os goianos”, salientou.

Para Ricardo Teixeira, diretor da URBS-RT Lançamentos Imobiliários, empresa que irá comercializar o empreendimento e participou da criação do projeto cultural, o marketing cultural é uma ferramenta de interação entre o mercado e as pessoas, trazendo mais humanização e identificação ao ambiente nos negócios.  “Uma aquisição imobiliária é carregado de sentimentos, afinal os consumidores são pessoas que querem construir suas histórias em um novo espaço. Nada mais aconchegante do que trazer emoção para este cenário”, diz. (*com release para imprensa)

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